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Preparação para um Safari Africano PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Terça, 17 Março 2009 14:52

 

 

Autor: B. Martins

Um safari em África! Para muitos caçadores trata-se de um sonho que acalentam mas que consideram ser exactamente só e nada mais que isso: um sonho!

Porém não tem que ser obrigatoriamente um sonho irrealizável: com perseverança, planeamento e um trabalho aturado de selecção do destino e da organização a utilizar, o sonho pode materializar-se dentro dos limites da nossa “bolsa”!.

Contudo para que o safari represente a materialização dos nossos sonhos e não se transforme num pesadelo devemos ter em atenção muitos detalhes.

Seguem-se alguns conselhos e informações que esperamos possam ajudar a transformar esses sonhos em brilhante realidade!

 

 

1 – ANTES DE PARTIR

 

A-   Contratar o safari

 

Antes de efectuar qualquer depósito por conta do safari, para evitar futuros mal-entendidos e eventuais litígios, devemos obter um contrato escrito com a organização (outfitter).

O contrato deverá estabelecer, nomeadamente:

1 – As datas exactas do safari.

2 – Se os dias de chegada e partida contam como dias de caça.

3 – O número de caçadores e PHs (1x1, 2x1, etc...).

4 – O(s) nome(s) do(s) PH(s).

5 – A área onde se vai caçar.

6 – O valor da diária do caçador.

7 – O valor da diária do acompanhante.

8 – Todas as taxas aplicáveis.

9 – Todas as demais licenças, autorizações, etc..., aplicáveis.

10 – Os animais que podem ser caçados.

11 – As taxas de abate dos vários animais

12 – Política de devolução de depósito em caso de cancelamento do safari.

13 – Serviços a  prestar pela organização: buscar e levar ao aeroporto; preparação preliminar dos trofeus e entrega no taxidermista/transitário; serviço de PH licenciado; veiculo de caça (4x4); pisteiro, esfolador, pessoal de acampamento. Refeições; bebidas alcoólicas; alojamento; lavandaria.

 

O facto de algumas informações aparecerem nos panfletos não é suficiente: devem serem incluídas no contrato escrito: se os panfletos referem que “o acampamento é exclusivamente utilizado pelo grupo” então tal deve ser inscrito no contrato. Se referem que as instalações “têm casas de banho com águas quentes e frias e sanitários” então tal deve figurar no contrato.

 

Um original do contrato, assinado pela organização, deve ficar na nossa posse e outro original, depois de assinado, deve ser devolvido á organização.

 

B - Assuntos a discutir com o outfitter/agente

 

1 – O acampamento vai ser partilhado com outros caçadores: vão estar outros caçadores no acampamento e na concessão ou vamos ter o exclusivo do acampamento e da concessão?

2 – Calibre das armas

3 – Tipo de munição (cada PH tem as suas preferências no tocante a munições!); quantidade (expansivas e sólidas – as sólidas serão necessárias se formos caçar algum dos B5 ou animais muito pequenos).

4 – Preferências quanto a comidas e bebidas.

5 – Águas engarrafadas (atenção pois em algumas zonas a água não é de grande qualidade e convém levar água engarrafada quando estivermos a caçar)

6 – Expectativas quanto á qualidade dos trofeus.

7 – Gorjetas e número de empregados no acampamento. Para além das gorjetas em dinheiro convém levar pequenos artigos para oferta: facas, lanternas, relógios, bonés, luvas, roupa, etc..- ao falar com o outfitter/agente perguntar sobre o mais conveniente e sobre as medidas do pessoal do acampamento.

8 – Formas de pagamento (traveler’s cheques, dinheiro, etc..) para as gorjetas e para taxas de abate, preparação de trofeus, etc..

9 – Caso se pretenda usar vestuário camuflado inquirir sobre se tal é permitido no país.

10 – Informar-se sobre necessidade de vistos, sobre a entrada de armas e munições no país. Informar-se sobre se existem taxas a pagar ao entrar ou ao sair do país.

11 – Pedir informações sobre o tipo de terreno da área de caça. Saber se se trata de um rancho privado ou de uma concessão do estado; se é uma zona aramada ou não; se a topografia é plana, acidentada ou montanhosa; se é uma zona de planície aberta, mato espinhoso ou zona desértica; distância média de tiro; etc.. Inquirir sobre a designação e exacta localização da área.

12 – Como se processa a caçada ? É efectuada sempre a pé ou é utilizado um veículo até a presa ser localizada e depois a aproximação é feita a pé?

Atirar a uma presa a partir de um veículo é algo controverso pelo que o assunto deve ser discutido previamente.

 

C - Taxidermia

 

Antes de partir para o safári seleccionar um taxidermista para tratar dos futuros trofeus. É de extrema importância assegurarmo-nos de que:

1-Antes da partida o taxidermista nos fornece etiquetas plásticas para identificação dos trofeus e nos esclarece sobre exigências legais referentes aos trofeus que pretendemos caçar, documentação que os deve acompanhar, local de entrega, etc..

Devemos passar esta informação ao outfitter de forma a que este possa coordenar com o taxidermista africano que vai proceder á preparação prévia das peles, embalagem, encaixotamento e despacho dos trofeus.

2-Garantir previamente que o taxidermista tem experiência na montagem de trofeus africanos.

3-Antes da partida solicitar ao outfitter que obtenha do taxidermista africano um orçamento (escrito) para o seu trabalho de preparação prévia das peles, embalagem, encaixotamento dos trofeus. Solicitar também uma estimativa dos custos do despacho e frete.

4-Normalmente os custos de preparação prévia das peles, embalagem e encaixotamento dos trofeus são separados dos restantes custos do safari e pagos directamente ao taxidermista africano (podendo nalguns casos ser cobrados pelo outfitter). Os custos de despacho e frete são normalmente pagos “á cobrança” no momento da chegada dos trofeus. É da máxima importância que o taxidermista ou o despachante africanos informem o nosso taxidermista do envio do carregamento de forma a evitar custos de armazenagem desnecessários.

Devemos acordar previamente com o nosso taxidermista como se procederá ao desalfandegamento dos trofeus.

 

 

D - Preparação física

 

 

 

O safari só será devidamente apreciado se nos sentirmos em boa forma física! Devemos levar em consideração que o safari poderá implicar longas horas de caminhada em terrenos muito diversos, que tanto podem ser planos como montanhosos.

 

 

 

E - Prática de tiro

 

Antes de partirmos para um safari devemo-nos preparar também para o  momento da “verdade”! É essencial treinar o tiro com a(s) arma(s) que vamos utilizar no safari. E devemos fazê-lo a partir de várias posições: com a ajuda de varas, apoiado no ombro de outrem, apoiado no pé de uma árvore, de joelhos, etc..

Devemos praticar também o tiro sem qualquer apoio de forma a estarmos aptos a repetir o tiro pois nem sempre os animais caem ao primeiro tiro e não podemos ficar a “admirar” o efeito do primeiro tiro!

Para nos familiarizarmos com a anatomia das presas que vamos encontrar aconselhamos seriamente a aquisição do livro de Kevin Robertson “The Perfect Shot”. Existe mesmo uma versão em formato de bolso que é ideal para ter sempre á mão

 

F - Vacinas

 

Muito antes da data prevista para o safari devemos marcar uma “Consulta do Viajante” pois caso sejam necessárias vacinas, algumas podem ter que ser administradas meses antes do início da viagem.

Este serviço está disponível em vários locais incluindo os hospitais Egas Moniz e Dona Estefânia em Lisboa, no Hospital da Universidade de Coimbra em Coimbra, no Centro Regional de Saúde Pública do Norte no Porto, etc..

 

G - Restrições – armas

 

As limitações no tocante ao tipo, calibre, número, dimensões de canos, etc.. das armas que se podem levar variam grandemente de país para país. Assim devemo-nos esclarecer com o outfitter sobre todos os aspectos relacionados com a importação temporária das nossas armas.

No tocante ao transporte das armas por via aérea as condições podem variar de companhia aérea para companhia aérea.

Embora por regra as armas devam ser transportadas em caixas próprias e declaradas separadas da restante bagagem e com controlo policial, devemos sempre contactar antecipadamente a companhia aérea de forma a evitar surpresas desagradáveis no momento do embarque.

Muito importante: não esquecer os livretes das armas e a documentação do caçador (Carnet Europeu de Armas de Fogo inclusive). Manter estes documentos sempre á mão!

 

H - Restrições – munições

 

Tal como as armas as munições devem ir em embalagem própria e em mala separada da restante bagagem. Normalmente as companhias aéreas (mas não todas) exigem que as munições sigam separadas das armas.

Como regra as munições estão limitadas a um peso de cerca de 5 quilos.

Alguns países impõem limites á quantidade de munições que podemos levar. Esclarecer este ponto com o outfitter!

Atenção ás miras telescópicas das carabinas!. Sempre as transportámos em mala própria como bagagem de mão para evitar possíveis danos. Contudo ultimamente deparámos com alguma resistência por parte de alguns funcionários dos aeroportos, pois parecem considerar tais objectos como “perigosos”! Consultar a companhia aérea sobre o assunto.

 


I - Restrições – bagagens

 

Atenção aos limites de peso da bagagem pois se a viagem envolve a utilização de voos domésticos estes podem ter limites mais baixos que os voos internacionais e eventualmente pesarem também a bagagem de mão!

E a sobretaxa por excesso de peso pode “pesar”!

Pode acontecer também o limite de peso na viagem de regresso não ser o mesmo!.

Atenção ás restrições no que respeita ao transporte de líquidos e a produtos proibidos. Consultem o site da vossa companhia aérea, ou estes links:

http://www.flytap.com/Portugal/pt/VoarConnosco/AntesDeViajar/MedidasDeSeguranca/NovasMedidas/5109

http://www.flytap.com/Portugal/pt/VoarConnosco/AntesDeViajar/Bagagem/BagagemProibida/


J - Seguros


Atempadamente devemos tratar de segurar todo o equipamento que vamos levar.

Impõe-se tratar de seguros de viagem, acidentes pessoais, cancelamento de viagem, repatriamento, etc..

Consultar várias companhias e analisar os produtos disponíveis e respectivos custos.

Um seguro de evacuação por via aérea deve ser considerado e para tal devemos discutir o assunto com o outfitter

 

G - Testamento

 

Fazer um testamento é algo que não está muito nos nossos hábitos, porém é algo a que devemos dedicar um momento de reflexão antes de partirmos pois a verdade é que esta nossa viagem não é totalmente isenta de riscos!

 

 

H - Fotocópias

 

 

Devemos fazer fotocópias de todos os documentos que levamos: passaporte, traveler´s cheques, bilhetes de avião, seguros, contrato do safari, documentos de caça, documentos das armas e deixar estas cópias com um familiar.

Devemos igualmente copiar os cartões de crédito (para o caso de serem roubados ou se extraviarem) e deixar o contacto do banco emissor.

Deixar também ao familiar cópia do nosso itinerário com números de telefone, fax, e-mail, de forma a que nos possam contactar em caso de emergência.

Devemos informar o banco emissor do cartão de crédito que o vamos utilizar em África.

 

 

2 – “PACKING LIST” GLOBAL

 

a - Chapéu de aba larga e boné.

b - Botas bem usadas e um par de atacadores extra.

Um segundo par de botas ou de ténis (mas não brancos) é aconselhável.

c - Um casaco mais quente ou um polar, luvas e barrete (eventualmente roupa interior térmica dependendo da zona e época do ano) – Por vezes viajar pela manhã, num Land Cruiser aberto, pode ser uma experiência demasiado “refrescante”.

d – Luvas de pele (sem dedos). Protegem as mãos se tivermos que rastejar e deixam os dedos livres para atirar e recarregar.

e – Meias grossas para bota – 3 pares. Usar sempre meias secas para evitar flictenas (bolhas) nos pés.

f – Camisas de caça – 3

g – Calças e/ou calções de caça – 3 pares.

Toda a roupa de caça deve ser verde, verde oliva ou khaki escuro. Evitar o khaki claro e outras cores claras.

h – Casaco de chuva leve.

i – Roupa interior – 3 ou quatro mudas.

j – Uma muda de roupa para a noite – algo informal e aconchegado porque as noites podem ser frias.

l – Navalha de bolso

m – Cantil ou suporte para garrafa de água (Levar sempre água ao abandonar o Land Cruiser)

n – Lanterna e pilhas extra (quanto mais brilhante melhor)

o – Relógio de pulso e despertador.

p – Máquina fotográfica/filmar, pilhas e rolos fotográficos.

Colocar os rolos em sacos c/fecho e evitar que passem pela máquina de raios-X nos aeroportos.

q – Conversor eléctrico para carregar baterias. Adaptador de tomada apropriado para o país.

r – Material de toillette: Escova de dentes, pasta de dentes, fio dental, desodorizante, escova de cabelo?, pente?, shampoo, sabonete, pequena tesoura, lentes de contacto (óculos) suplementares, solução para lentes de contacto, caixa das lentes de contacto, água de colónia, lâminas de barbear, creme para a barba, creme para as mãos, fósforos, corta unhas.

s – Mala para artigos de toillette que possa ser suspensa.

t – Sacos para roupa (c/fecho) – óptimos para manter os diversos tipos de roupa separados dentro da mala!

u – Pequenos sacos plásticos c/ fecho (óptimos para as pequenas “recordações”: sementes, penas, ....) e um saco tipo saco do lixo (para a roupa suja do último dia, botas, etc..)

v – Kit de primeiros socorros: livro de primeiros socorros, comprimidos para a diarreia (fortes : Imodium ?), aspirina ou similar, ibuprofeno?, medicação para alergias, pensos rápidos, sais re-hidratantes, creme antibiótico, cortisona, medicamento para picadas de insectos, laxantes, anti-histamínicos, comprimidos para malária, colírio, outros medicamentos receitados.

x – Binóculos

z – Insecticida

 

aa – Protector solar e baton de bálsamo (para o cieiro)

bb – Etiquetas do taxidermista e/ou instruções para a expedição dos trofeus.

cc – Pequena mochila (de preferência impermeável) – para levar no Land Cruiser com: munições extra, protector solar, estojo de limpeza da arma, casaco impermeável, binóculos, rolos fotográficos, etc..

dd – Cadeados (numéricos de preferência)

ee – Papel higiénico (ou Kleenex) – mesmo no mato certas necessidades são inadiáveis!

ff – Chaves de fendas, philips, hex ou torx em função das armas e miras.

gg – Estojo de limpeza para armas

hh – Panos ou caneta para limpeza de objectivas da câmera, binóculos, miras,...

ii – Carabinas e bandoleiras para as carabinas

jj – Alvos para afinar as carabinas, protectores para os ouvidos.

ll – Munições, bolsa e cinto para munições

mm – Cópias do passaporte, dos travelers’ cheques, dos livretes das armas, dos bilhetes de avião, do contrato do safari, dos cartões de crédito, etc... (fazer várias séries de cópias e colocar uma em cada mala – inclusive na das armas)

nn – Fazer cópias do itinerário, com datas, e telefone de contacto do outfitter/organização – colocar uma cópia nos bolsos exteriores da bagagem – se esta se extraviar saberão onde nos contactar!

oo – Traveler’s cheques e/ou notas (em US dollars ou Euros), cartões de crédito e alguma moeda local. Levar sempre notas pequenas nos bolsos, para gorjetas.

pp – Passaporte, bilhetes de avião, carta de condução, apólice dos seguros de viagem. Atenção á validade do passaporte pois muitos países exigem uma validade mínima de seis meses até á data de regresso! Levar duas fotos tipo passe para a eventualidade de extravio do passaporte e de ter que pedir outro!

qq – Bolsa de fecho para trazer ao pescoço ou á cintura (oculta) para o passaporte, bilhetes de avião, cópia do itinerário, algum dinheiro e outros papeis. Perguntar ao PH sobre o lugar mais seguro onde guardar o dinheiro e os documentos enquanto estão a caçar.

rr – Óculos de sol com cordão de suporte.

ss – Bolsa para carabina para utilizar no Land Cruiser para proteger a arma.

tt – Bloco de notas (lombada espiral) para registar os acontecimentos diários.

uu – Livros (incluir um sobre animais e pássaros da região)

vv – Par de óculos suplementar e óculos de leitura, kit reparação de óculos.

xx – Pequeno estojo de costura, cotonetes, etc..

zz – Sandálias de enfiar (para o chuveiro)

 

aaa – Polainas de lona

bbb – Rede de protecção para a cabeça se a zona o aconselhar (a mosca do mopane e a tsetse podem ser muiiiiiiito incómodas!)

ccc – Telefone móvel.

ddd – Repartir as munições por mais do que uma mala. Assim se uma se extraviar ainda restarão algumas munições!.

 

 

3 – NO SAFARI

 

a – Primeiro dia – Afinar as carabinas. Com toda a calma fazer um par de tiros certeiros para mostrar ao PH que sabemos atirar e que não tememos o recuo da arma!

b – Primeiro dia – Conversar com o PH sobre: quais as nossas expectativas no tocante a trofeus, o nosso à-vontade (ou não) em relação a tiros longos; a rotina diária durante o safari.

c – Cumprimentar o pessoal do acampamento: aconselhar-se com o PH; aprender algumas palavras do dialecto local (saudações, nomes dos animais, etc..)

d – A segurança, no tocante ás armas, é de extrema importância!. Falar com o PH sobre quando pretende que se introduza uma bala na câmara.

Como regra geral nunca se deve colocar uma arma carregada no Land Cruiser ou entregá-la carregada ao carregador.

e – Ao tirar fotografias aos trofeus fazê-lo sempre em duplicado!. Utilizar o flash mesmo durante o dia: a qualidade das imagens é significativamente melhor.

 

 

4 – “PACKING LIST” PARA A BAGAGEM DE MÃO

 

a – Garrafa de água

b – Pastilha elástica, candy bars, snacks, etc..

c – Esferográfica e caderno de notas

d – Livro(s) de bolso

e – Lentes de contacto, solução de limpeza, e lentes de contacto extra.

f – Óculos e óculos de leitura.

g – Óculos de sol.

h – Baton para o cieiro.

i – Aspirina, comprimidos para dormir e outros medicamentos receitados.

j – Venda para os olhos, colírio, tampões para os ouvidos.

k – Números de telefone e moradas de pessoas a quem pretendemos enviar postais ou a contactar em caso de emergência.

l – Números de telefone e moradas do outfitter, agente, agente de viagens e dos hotéis em que vamos ficar.

m – Lenços de papel.

n – Escova e pasta de dentes, fio dental.

o – Pequenos frascos de desodorizante e de creme para as mãos.

p – Uma muda de roupa (no mínimo camisa e roupa interior) para o caso da bagagem se extraviar.

q – Carteira de viagem com: bilhetes de avião, passaporte. traveler’s cheques, cartões de crédito, carta de condução, cartões de seguros, dinheiro (não esquecer notas de baixo valor para gorjetas nos aeroportos e hotéis).

r– Fotografias e descrição da nossa bagagem.

s- Telemóvel

 

5 – DIVERSOS

 

É de toda a conveniência ter várias cópias de fotografias da bagagem bem como marcas e dimensões da mesma para o caso de termos que preencher uma reclamação por extravio.

Um inventário do conteúdo de cada mala ou saco pode revelar-se muito útil.

É conveniente utilizarem-se etiquetas de bom tamanho e de cores vivas para marcar a nossa bagagem.

 

Em África grande parte dos tiros são efectuados apoiando a arma em varas (bipés e mesmo tripés) pelo que nos devemos familiarizar com este tipo de tiro. A construção de um bipé ou de um tripé é bastante simples: basta juntar duas ou três varas de bambu com cerca de 180 centímetros cada e ligá-las a cerca de 15 centímetros duma extremidade usando para o efeito uma tira de borracha ( de câmara de ar ou algo semelhante).

As partes superiores das varas podem ser recobertas com a mesma borracha ou outro material para proteger as madeiras da arma.

 

Devemos levar em duplicado tudo aquilo que se nos afigure necessário e conveniente pois durante o nosso safari seguramente não vamos dispor de lojas “ali ao virar da esquina”!

 

Calcular a quantidade de rolo fotográfico de que pensamos vir a necessitar!

Multiplicar por dois e juntar mais uns rolitos! Caso se utilize uma máquina digital devemos então levar “carradas” de cartões de memória! Há que tirar fotografias a tudo, pois elas são a melhor forma de perpetuarmos as memórias do nosso safari.

 

Duas últimas notas:

1 – Para transporte da(s) arma(s) devemos escolher uma mala o mais resistente possível. Os maus tratos a que vai ser sujeita vão ser muitos (só quem observou a descarga do porão de um avião num aeroporto africano pode fazer uma ideia exacta!). E nada mais desagradável que constatar á chegada a África que a nossa querida carabina está danificada e inutilizável devido a esses maus tratos!

Pessoalmente recomendamos a utilização de uma mala “Tuffpak” ou “Pelican”.

As “Tuffpak” são excepcionais, permitindo acomodar até cinco armas nas respectivas fundas (ou uma ou duas armas e muito do nosso vestuário e equipamento), porém infelizmente não estão imediatamente disponíveis no nosso país. As “Pelican” podem ser encomendadas através do site www.caixas.net

 

2 – Se não recarregamos as nossas próprias munições então devemos optar por munições “Premium”.

Dada a pequena quantidade de munições a utilizar o diferencial de custo acaba por não ter qualquer peso no custo total do nosso safari. Ferir e perder um animal (que vamos ter que pagar na mesma) devido a uma munição deficiente é um risco que não devemos correr!

Quando poupámos durante tanto tempo para conseguir realizar o nosso sonho, e estamos finalmente preparados para partir atrás daqueles trofeus há tanto tempo cobiçados, arriscar o resultado final para poupar uns (poucos) euros numa mala para armas ou em munições não nos parece uma atitude muito sensata!

 

BOA VIAGEM!

UM BOM SAFARI!

 

 

Autor: B. Martins

   

 

 

 

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