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Autor: Eduardo Cruz (Taxidermista) Popular e vulgarmente associada à ideia de “embalsamamento”, a TAXIDERMIA, termo designativo correcto, deriva do grego Táxis e Derma, que em conjunto significam “Movimento da Pele”. Assim, a taxidermia consiste em remover a pele natural de um animal já sem vida para, depois de devidamente tratada, ser reutilizada para a reconstrução desse mesmo animal sobre um corpo artificial, dando-lhe posteriormente uma aparência viva e recriando, na maioria das vezes, o habitat natural em que este se movimentava/inseria. Neste contexto, o taxidermista para executar o melhor trabalho possível, terá de desempenhar várias funções com habilidade, nomeadamente: carpintaria, curtimento de peles, moldagem, vazamento e ainda talento artístico para esculpir, pintar e desenhar, uma vez que do animal a tratar só se retira e aproveita unicamente a sua pele. Deverá também dominar a composição anatómica de cada animal a trabalhar, visando reproduzi-lo o mais fielmente possível, pois é neste leque de competências desenvolvidas que é possível distinguir o nível de excelência de cada taxidermista. Estes trabalhos destinam-se por fim à manutenção ou exibição, em locais privados ou públicos, consoante o fim para que foram concebidos, seja para exposição em museus, instituições de ensino, empresas e restaurantes, seja pelo valor emotivo e/ou sentimental de quem pretende preservar a imagem “viva” do seu animal de estimação ou troféu. |