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Angola: Relatório da Palanca Real (Julho-Agosto de 09) |
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Terça, 10 Novembro 2009 16:55 |
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Meses de preparativos finalmente culminaram na tão necessária operação de captura, e os resultados foram extraordinários e acima das expectativas. Um enorme sucesso! Nas últimas duas semanas antes da operação, terminámos mais alguns acabamentos nos 8km de vedação (que delimita o santuário de 400 hectares) e lidámos com todos os necessários aspectos burocráticos e logísticos. As queimadas sazonais tinham chegado mais tarde que em anos anteriores, mas a mata parecia em boa condição para os nossos objectivos – boa visibilidade aérea com a maior parte das árvores sem folhagem, e pouco capim acumulado no solo. Entretanto, o Luís Veríssimo, baseado nos EUA, tinha vindo a monitorar as queimadas na Cangandala e Luando através do satélite MODIS, e produzindo mapas semanais com a evolução destas em ambas as reservas. |
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Actualizado em Terça, 10 Novembro 2009 17:07 |
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Terça, 31 Março 2009 19:57 |
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Texto e Fotos: Inácio Eu, o O. e respectivas esposas saímos de V N. Milfontes de armas e bagagens no dia 13 de Junho pelas 19 horas. Após uma excelente viagem encontramo-nos em Pau (França) no dia 14 por volta das 14 horas. Procurámos um restaurante, que servisse refeições, o que não foi nada fácil , mas após muitas tentativas lá encontrámos o almejado restaurante ,e tratámos de almoçar. Sentados à mesa e enquanto a refeição não surgia, bebemos umas imperiais fresquinhas que o calor era muito e começámos, como não podia deixar de ser, a “matar corços”, intervalados com uns javalis. Após o repasto dirigimo-nos para a zona onde se ia desenrolar a caçada, nos arredores de Saint-Gein, ali próximo de Mont-de-Marsan. Conhecemos o sítio onde íamos pernoitar e aí a coisa não correu lá muito bem, mas… Após estarmos instalados fomos procurar o jantarinho o que se voltou a revelar complicado. Jantámos num restaurante típico, com comidas da região (estamos na região do armagnac e do foie gras) mas parece que só eu é que gostei da comida. Eu gosto de tudo, só não gostava de couve ,mas agora já gosto. Até no doce tive sorte, ou soube escolher, o que foi um facto é que era muito bom. |
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Actualizado em Terça, 31 Março 2009 22:16 |
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Terça, 17 Março 2009 18:58 |
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Texto e Fotos: António Reis Devo as minhas mais remotas referências de África, da sua fauna e caça ao meu Avô paterno, caçador empedernido que não tive a felicidade de conhecer vivo. Mestre relojoeiro numa pequena aldeia do que então seria Portugal profundo, vivia apaixonadamente a caça banal, demonstrando uma indulgência nos gastos venatórios em nada compatível com o modestíssimo orçamento familiar. Dois bons exemplos desse esbanjamento vieram a ter mais tarde, muitos anos depois da sua morte precoce, uma influência determinante na minha vida - a sua finíssima e bem estimada Aya, calibre 20 de platinas, que esperou pacientemente mais de vinte anos, sem uso, para se tornar depois a arma das minhas primeiras épocas e os clássicos “Caça no Império Português” e “Da Vida e da Morte dos Bichos”.
A compra de bens deste tipo, em absoluto supérfluos, deve ter parecido uma verdadeira loucura à época, mesmo para o próprio comprador. Quase como anedota, sei que o meu Avô, certamente não imune a uma ponta de remorsos, auto regulava o consumo das novas aquisições, impondo-se um limite de leitura de apenas algumas páginas por semana. Atingido o limite, voltava a trás e relia as páginas anteriores!
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Actualizado em Quarta, 18 Março 2009 17:14 |
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Terça, 17 Março 2009 18:34 |
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ZAMBEZE  Texto e Fotos: António Reis Ainda estávamos na segurança da margem mas não conseguia tirar os olhos dos dois dedos de distância que separavam o bordo irregular da canoa da água escura e opaca do grande rio. O barqueiro apoiou-se na vara e com um impulso determinado descravou-nos da areia em direcção ao renque de vegetação que, um pouco à frente, delimitava o remanso do nosso embarcadouro. A canoa assinalou o momento da libertação com um oscilar preocupante mas lá seguimos fazendo os possíveis para manter o equilíbrio, eu e um dos locais sentados no fundo húmido, o barqueiro de pé, com uma palavra de confiança. À terceira varada tínhamos avançado uns bons quinze metros e não vou dizer que já estava sossegado mas começava a acreditar que havia um ténue controlo sobre a situação. Nova varada, a proa atravessou o renque de junco, recebendo a carícia da suave corrente que imprimiu ao conjunto um pequeno sobressalto e no momento seguinte estávamos todos dentro de água.
Agora, quando relembro o episódio, vem-me à cabeça um ditado inglês que diz mais ou menos, cuidado com o que desejas, os teus desejos podem tornar-se realidade. Tantos anos a sonhar com o Zambeze e finalmente lá estava… literalmente, a tentar manter a cabeça de fora! |
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Actualizado em Terça, 17 Março 2009 18:52 |
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